Prefeitura de Wagner

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Crise hídrica se agrava na região e gestão municipal adota medidas emergenciais para minimizar impactos na população e na economia local

A Prefeitura de Wagner, na Bahia, declarou estado de emergência em todo o município devido à intensa estiagem que vem castigando a região nos últimos meses. O Decreto nº 058/2025, assinado pelo prefeito Thiago Rocha Ladeia e publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (27), reconhece a situação crítica enfrentada pela população, com a escassez de água comprometendo o abastecimento humano, a dessedentação animal e a produção agrícola.

A decisão foi fundamentada em um parecer técnico da Comissão Municipal de Proteção e Defesa Civil, que confirmou a severidade da seca e seus impactos diretos sobre a vida dos moradores e o meio ambiente. Segundo o documento, nos últimos 180 dias, o município registrou uma redução drástica no volume de chuvas, agravando um cenário já conhecido na região, que faz parte do Polígono das Secas.

Impactos da seca: falta de água e crise no Rio Utinga

O baixo índice pluviométrico comprometeu a reposição dos lençóis freáticos e reduziu significativamente a vazão do Rio Utinga, uma das principais fontes hídricas da região. Em algumas localidades, o desabastecimento já afeta diretamente a população, enquanto em outras, a escassez ameaça a continuidade de atividades econômicas essenciais, como a agricultura e a pecuária.

A crise hídrica também levou o governo estadual a impor medidas de racionamento no uso da água, incluindo restrições à irrigação, o que tem gerado preocupação entre os produtores rurais. Com menos água disponível para as plantações, a colheita de diversas culturas está comprometida, elevando o risco de perdas econômicas significativas.

Medidas emergenciais: mobilização de órgãos públicos e dispensa de licitação

Diante da gravidade da situação, o decreto autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais para atuar de forma coordenada na resposta à crise. A Prefeitura também poderá convocar voluntários para apoiar as ações emergenciais e organizar campanhas de arrecadação de recursos para auxiliar as famílias mais afetadas.

Além disso, o documento prevê a possibilidade de utilização de propriedades particulares em casos de risco iminente, mediante indenização posterior se houver danos. Essa medida visa garantir o acesso à água e à assistência emergencial nas áreas mais críticas.

Outro ponto fundamental do decreto é a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços essenciais ao enfrentamento da emergência. A medida, prevista na Lei nº 14.133/2021, permite uma resposta mais ágil às necessidades urgentes da população, garantindo que o socorro chegue o mais rápido possível às áreas afetadas.

Duração da medida e próximos passos

O estado de emergência terá validade inicial de 90 dias, período durante o qual a Prefeitura de Wagner buscará apoio dos governos estadual e federal para minimizar os impactos da seca. Entre as principais demandas, estão o envio de carros-pipa para reforçar o abastecimento de água e a liberação de recursos para ações de assistência humanitária e recuperação econômica.

A gestão municipal reforça o compromisso com a população e pede que os moradores adotem medidas de economia de água, evitando desperdícios e contribuindo para que os recursos disponíveis sejam utilizados da melhor forma possível.

A seca em Wagner é um reflexo dos desafios climáticos enfrentados pelo semiárido baiano, onde períodos prolongados de estiagem são cada vez mais frequentes. A expectativa agora é que as medidas emergenciais adotadas pelo município ajudem a minimizar os efeitos dessa crise e garantam melhores condições de vida para a população até que o volume de chuvas se normalize.

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